Jorge Ferreira de Vasconcelos. Escritor portugués. Fue escribano del tesoro y de la Casa de la India. De su obra destacan, en primer lugar, las tres comedias que redactó dentro del estilo de La Celestina de Fernando de Rojas. Son éstas: Comedia Euprósina (1551), ya citada, la Comedia Ulyssipo (1618) y la Comedia Aulegraphia (1619), que suponen el trasvase de la materia celestinesca a la lengua portuguesa. Son también obras suyas unas Obras Morales, que no han llegado hasta nosotros y que parecen haber contenido un Coloquio sobre o Psalmo 60 y un Diálogo das grandeças de Salomâo. Tampoco han llegado a nosotros una comedia titulada Peregrino, el Memorial das proezas da segunda Tavola Redonda y un Coloquio sobre perros. Sí que tenemos, en cambio, su libro de caballerías Triunfos de Sagramor (1554), que parecen ser una segunda versión del perdido Memorial
Monteiro, Pedro
Pedro Monteiro (Porto, 1994) é Doutor em Estudos Literários, Culturais e Interartísticos pela Universidade do Porto (2022), Mestre em Estudos Medievais (2017) e Licenciado em História (2012) pela mesma universidade. É autor do livro Ficção e memória na literatura cavaleiresca ibérica: o Memorial das Proezas da Segunda Távola Redonda (1567), publicado pela De Gruyter em 2024. Atualmente é Assistente da Cátedra de Estudos Hispânicos e Lusitanos, no Instituto de Línguas e Literaturas Românicas da Goethe-Universität Frankfurt. É membro do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto.
OMemorial das Proezas da Segunda Távola Redonda é um livro único no contexto do género cavaleiresco português, destacando-se também no conjunto dos textos ibéricos. Apresentando-se como um prolongamento do universo arturiano, a narrativa segue as histórias de alguns dos descendentes dos cavaleiros da Távola Redonda original – Galaaz, Lancelot, Tristão, entre outros. Estas ligações genealógicas fazem com que o Memorial seja um repositório de referências, personagens e temas intertextuais que se reutilizam e readaptam ao contexto específico da segunda metade do século XVI português.
Publicado em 1567, sabe-se, contudo, que uma primeira versão do Memorial terá sido escrita mais de dez anos antes, uma vez que em 1554 João Álvares imprimiu em Coimbra os Triunfos de Sagramor, obra que está na base do texto do Memorial. Hoje em dia é impossível saber com certezas o que o texto de 1567 manteve e o que modificou, já que não se conhece nenhum exemplar dos Triunfos. No entanto, um aspeto parece certo: o Memorial das Proezas da Segunda Távola Redonda chegou-nos incompleto, correspondendo apenas à primeira parte de uma narrativa mais ampla que daria resposta às várias aventuras que são deixadas em aberto, nomeadamente a do principal par amoroso: Lucidardos e Celidónia.
O texto do Memorial destaca-se ainda pela introdução de uma descrição do Torneio de Xabregas, que ocupa o penúltimo capítulo, e que confere à narrativa um culminar quase apoteótico – a conjugação das festas da corte de Sagramor com a visão de um grande torneio que se realizaria no futuro na corte de D. João III de Portugal. Contudo, esse momento rapidamente avança para um final melancólico e soturno, marcado pela morte do príncipe herdeiro D. João Manuel, pai de D. Sebastião, monarca ao qual Jorge Ferreira de Vasconcelos dedica o seu livro de cavalarias.
Por muitas outras razões, o Memorial das Proezas da Segunda Távola Redonda é um texto que merece ser lido e constantemente redescoberto. Esta nova reedição continua a coleção O Universo de Almourol, que pretende publicar e chamar a atenção para os livros de cavalarias portugueses dos séculos XVI e XVII, frequentemente esquecidos ou até mesmo desconhecidos.
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